quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sempre Paratodos!

         Não há nada melhor que iniciar uma composição explicando as razões que nos levam a ela. A princípio, um desejo de mostrar a mim mesmo aquilo que acho que penso. Na sequência, uma vontade de mostrar sempre para todos aquilo que ninguém se importa em saber. Mas pensando bem, em tempos de reality shows e falta de afazeres eu as vezes, posso até contribuir com alguma citação importante. Nem sempre isso acontecerá, mas me comprometo a sempre que puder citar grandes autores.
        No momento, acho que apenas eu lerei meus escritos, mas não me importo! Sempre conversei sozinho e na maioria das vezes tiro conclusões brilhantes! A diferença é que de agora em diante minhas conversas ficarão salvas em um lugar onde sempre posso consultá-las para achar um pouco de mim!

 
''Oh  souvenirs! printemps! aurores!''
                                                  V. Hugo


        O título do blog muito tem a ver com meu propósito. Além de evidenciar meus pensamentos, quero me relembrar de primaveras, momentos importantes e até mesmo auroras. Por mais que pareça piegas essa citação de V. Hugo referente ao poema 'Meus Oito Anos' de Casimiro de Abreu, achei bacana para um blog. Até porque convenhamos, não há nada mais piegas que um blog para expor pensamentos e escritos!



                                                     Medrosos inconscientes


     Há o poeta que nos diz que o medo é o maior gigante da alma. Será mesmo?
     Só o medo impede nossos olhares, bloqueia nossos sentimentos e nos faz pensar. É só o medo que tira nossa vontade de conhecer o desconhecido e de buscar o que ainda não existe. É como se o novo ameaçasse nossas certezas e concepções e sempre trouxesse a nós uma ameaça a tudo aquilo que fomos educados e criados para pensar. Somos frutos de medrosos que nos amedrontam até o dia que inconscientemente começamos a levar adiante aquilo que nos foi passado.
     Eu mesmo, me considero um medroso. Assim como todos aqueles que ao meu redor se encontram. Não importa o que digam, meu amigo mais corajoso tem medo de si mesmo e não se enfrenta. Também tenho medo de mudanças e sei que o enfrentamento leva ao desgosto, mas jamais vou deixar de seguir adiante pelos caminhos que ainda não foram mapeados.
    ''Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que ja têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.''*




*Teixeira de Andrade, Fernando


http://www.youtube.com/watch?v=jCVZpxRqG8w

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