Neste momento a unica coisa que sei, é que acerca do futuro eu nada posso saber e ainda assim, o que passa pela minha cabeca é aquilo que eu nao sei explicar e que tira minha vontade na maioria das vezes.
Nao quero ser repetitivo e tampouco encher-lhes de preguica. Queria eu descrever aventuras, paisagens, sensacoes animadoras e perspectivas agradáveis, mas nesse momento o que vejo é o beco. O beco que me cega, me enfraquece, me adoece e que ainda me apetece...
Se demoro a escrever e quando volto é para dizer-lhes a mesma coisa é porque algo neste momento está errado. Quero desculpar-me comigo por nao satisfazer plenamente minha vontade de escrever e quando levantar-me da cadeira que no momento me sustenta nao me fazer sentir agradado por essa escrita burocrática de prestacao de contas.
Contra a burocracia dispensei as sinalizacoes que me demandariam mao-de-obra e quanto ao futuro eu espero a morte daquele que ainda persiste. Sei que nao morreria de fraco, pois eu mais do que ninguém sei como este sofre e luta por algo que nao existe mais, este morreria sim de atrevido por nao abrir mao e se arriscar como um alpinista pelo que julga ser teu paraíso...
Até logo...
Morres de fraco? Morres de atrevido
Aflito coração, que o teu tormento,
Que os teus desejos tácito devoras,
E ao doce objeto, ás perfeições adoras,
Só te vás explicar co(m) pensamento.
Infeliz coração, recobra alento,
Seca as inúteis lágrimas, que choras;
Tu cevas o teu mal, porque demoras
Os vôos ao ditoso atrevimento.
Inflama surdos ais, que o medo esfria;
Um bem tão suspirado, e tão subido,
Como se há de ganhar sem ousadia?
Ao vencedor afoute-se o vencido;
Longe o respeito, longe a cobardia;
Morres de fraco? Morres de atrevido.
Que os teus desejos tácito devoras,
E ao doce objeto, ás perfeições adoras,
Só te vás explicar co(m) pensamento.
Infeliz coração, recobra alento,
Seca as inúteis lágrimas, que choras;
Tu cevas o teu mal, porque demoras
Os vôos ao ditoso atrevimento.
Inflama surdos ais, que o medo esfria;
Um bem tão suspirado, e tão subido,
Como se há de ganhar sem ousadia?
Ao vencedor afoute-se o vencido;
Longe o respeito, longe a cobardia;
Morres de fraco? Morres de atrevido.
Bocage, Manuel Maria
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